Capoeira nas escolas estaduais do RJ
Cultura

Capoeira nas escolas estaduais do RJ: Comissão da Alerj cobra ensino

Capoeira nas escolas estaduais do RJ foi debatida em audiência pública para aplicação de legislação já existente e aperfeiçoamento de nova proposta

Na semana passada, a Comissão pelo Cumprimento das Leis (Cumpra-se) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) debateu, em audiência pública, os entraves e as possíveis medidas que incentivem a adoção do ensino da capoeira nas redes de ensino do estado do Rio.

Capoeira nas escolas estaduais do RJ

Mas, contrariando o que determina a legislação, a capoeira, considerada uma expressão de cultura e esporte afro-brasoleiro, ainda não está na rotina da maioria das escolas do estado.

O encontro abordou as medidas propostas pelo Projeto de Lei 6.164/22, que pretende aperfeiçoar a legislação anterior sobre ensino de capoeira em escolas da rede pública.

Fórum Estadual da Capoeira

O presidente da comissão, deputado Carlos Minc (PSB), afirma que se trata de um projeto proposto pelo Fórum Estadual da Capoeira. Porém, deve ser ampliado com contribuições de outros grupos.

“É preciso facultar o acesso aos recursos públicos, para que a capoeira chegue às escolas. A gente tem muito o que fazer para reconhecer os mestres, os mais velhos, as mulheres da capoeira.”

Ele ainda destacou a importância da capoeira como arte marcial, dança e música, além de expressão cultural e esportiva afro-brasileira.

Participaram das discussões representantes do Poder Executivo, do Ministério Público e mestres dirigentes de associações de capoeiristas do estado.

Capoterapia

A criação do Programa Estadual de Capoterapia, que usa os movimentos e a musicalidade da capoeira como prática terapêutica foi outra proposta debatida. Recentemente criado pela Lei 9.701/22, o programa é de autoria do deputado Wellington José (Podemos). Neste caso, a norma reconhece o Instituto Brasileiro de Capoterapia (IBC) como instituição capacitada para o treinamento e formação destes profissionais.

Além de difundir a prática, o objetivo é universalizar e democratizar a prática da capoterapia em todo o Estado do Rio. Isso inclui a saúde física e mental, assim como a melhoria da qualidade de vida de seus praticantes.

Ambientes públicos

Por outro lado, o texto também aponta que a terapia seja utilizada em ambientes públicos, como: escolas, parques e praças. Contudo, o PL também autoriza o Poder Executivo a celebrar convênios com instituições públicas ou privadas.

Participantes do debate

O evento contou com a presença dos mestres e mestras Ephrain, Paulão Kikongo, Curumim, Renatinha e Darlene, do do Fórum de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro; do mestre Everaldo Lima, da Federação Fluminense; Mulato, do movimento Capoeira é a Nossa Bandeira.

E também participaram: a superintendente de Museus do Estado do Rio, Lucienne Figueiredo, o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de representantes da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

*Foto: Reprodução/Katia Marko

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