Cirurgias de hérnia no Tocantins ocorrerão por meio de mutirão

As cirurgias de hérnia no Tocantins acontecem até esta sexta-feira (10), em Palmas, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-TO)

Desde segunda-feira (6), a Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH) promove um mutirão de cirurgias de hérnia no Tocantis, mais precisamente em sua capital, Palmas. Ao todo, serão realizadas 100 cirurgias. A ação de saúde ocorre até sexta-feira (10).

Cirurgias de hérnia no Tocantins

As 100 cirurgias de hérnia no Tocantins são esperadas por pacientes que estão na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, a SBH já realizou outros mutirões pelo país. Mas esta é a primeira vez na região Norte.

Diagnóstico

O diagnóstico das hérnias abdominais é feito por meio de exame físico e exames de imagem. Entretanto, o tratamento sempre ocorre por meio de cirurgia, esclarece o médico cirurgião geral especializado em gastro, Dr. Gustavo Menelau.

Cirurgias de hernioplastia abdominal

As cirurgias de hernioplastia abdominal serçao realizadas no Hospital Geral de Palmas (HGP) e no Hospital Regional de Miracema. Todas elas já estão agendadas e os pacientes foram avaliados por equipes de cirurgiões que integram a SBH. No total, 22 cirurgiões de diferentes regiões do Brasil estarão em Palmas como voluntários para realização dos procedimentos.

Segundo o cirurgião e presidnete da SBH, Marcelo Furtado:

“Estamos felizes em proporcionar agilidade no atendimento da população usuária do Sistema Único de Saúde, no Tocantins.”

Número de atendimentos

Desde segunda-feira até esta sexta, serão 18 cirurgias por dia no Hospital Regional de Palmas. Além da realização de outros dez procedimentos no Hospital de Miracema amanhã (9).

Queda nos procedimentos

Por outro lado, vale lembrar, que houve uma queda nas cururgias de hérnias no Tocantins entre 2018 e 2021. O resultado foi uma queda de 72% no número de procedimentos, em razão da pandemia de covid-19. Ao todo, foram feitas 897 cirurgias em 2018, 1.137 cirurgias em 2019, o número despencou em 2020, com apenas 361 procedimentos, e em 2021 foram 260 cirurgias. Mas, neste ano, subiu um pouco, 302 procedimentos feitos no Estado.

Situação aparecida ocorreu em Santa Catarina, o que resultou numa queda de 52% no SUS entre 2019 e 2021.

Redução do tempo de espera

Segundo o secretário de Estado de Saúde do Tocantins, Afonso Piva:

“Esta parceria com a Sociedade Brasileira de Hérnia contribui de forma significativa para ampliar o atendimento aos pacientes que precisam de cirurgias eletivas, no Sistema Único de Saúde. A vinda destes profissionais soma com os esforços da Gestão Estadual, para reduzir o tempo de espera pelos procedimentos a serem realizados no mutirão, uma vez que todos os atendidos são cadastrados na Central Estadual de Regulação.”

Outras hérnias

Contudo, as hérnias da parede abdominal envolvem as umbelicais, incisionais (na cicatriz de uma cirurgia anterior), inguinais (na virilha) e as epigástricas. Além disso, a doença tem prevalência alta entre a população, sendo que a alteração na virilha é a mais comum (75% dos casos), e atinge em torno de 20% dos homens adultos ao longo da vida.

Assim como o Dr. Menelau, o Dr. Furtado diz também que o tratamento mais eficaz para as hérnias é a cirurgia. E que sua ausência pode trazer sérios riscos ao paciente.

“Além de afetar negativamente a qualidade de vida trazendo sintomas como dor, desconforto e prejuízos estéticos, as complicações como o estrangulamento e o encarceramento podem levar o paciente á morte caso não sejam tratados adequadamente.”

Baixa, média e alta complexidade

Já o cirurgião responsável pelo mutirão, Dhyogo Paulo Severo Silva, afirma que os pacientes selecionados possuem hérnias de baixa, média e alta complexidade.

“Todos os pacientes foram avaliados por cirurgiões locais e teremos cirurgias de hérnias inguinais, hérnias epigástricas, hérnias umbilicais, hérnias ventrais, hérnias recidivadas e hérnias incisionais.”

Videolaparoscopia

Um dos diferenciais do mutirão será que 25% das cirurgias serão realizadas por meio de videolaparoscopia.

Do total de 22 mil cirurgias de hérnias feitas pelo SUS entre 2019 e 2021, apenas 127 (ou 0,5%) foram realizadas por videolaparoscopia, que é uma tecnologia minimamente invasiva. Portanto, procedimentos menos invasivos trazem vantagens tanto ao paciente quanto ao cirurgião, revela o vice-presidente da SBH, Dr. Gustavo Soares.

Doações material para as cirurgias de hérnia no Tocantins

Para a realização do mutirão de hérnias em Palmas houve a parceria da indústria local, que doou fios, telas e grampeadores – materiais cirúrgicos usados nos procedimentos, o que inclui equipamentos de videolaparoscopia.

*Foto: Divulgação