Coala e cangurus podem ser vistos em aquário de SP

Além do coala e cangurus, o local também conta com a presença de vombate e equidnas australianos

Com os incêndios na Austrália, mais de 1 bilhão de animais foram mortos. A afirmação é do professor Chris Dickman, da Universidade de Sydney. Só em Nova Gales do Sul, o estado mais prejudicado pelas queimadas, mais de 800 milhões de bichos, como o coala, morreram diretamente em consequência das chamas ou por causa da fumaça e da perda de seu habitat.

Além disso, muitos desses animais não existem mais em nenhum outro continente. A Austrália possui uma diversidade muito rica de mamíferos, o que impressiona com suas mais de 300 espécies nativas.

Segundo especialistas, milhares de cangurus e coalas morreram nos incêndios que já devastou um terço da ilha Kangaroo, na costa oeste ao sul do país.

Aquário de São Paulo

No Aquário de São Paulo, localizado no bairro do Ipiranga, na capital paulista, é possível avistar de perto alguns bichos australianos.

Confira abaixo quais são e suas características:

Coala (Phascolarctos Cinereu)

A coala Princesa Julie é residente do Aquário de São Paulo há cinco anos, quando veio transferida do Zoológico Darling Downs, no leste da Austrália. Uma tratadora acompanhou sua vinda ao país para repassar os detalhes de manejo do animal e garantir a manutenção do bem-estar do bicho.

Alimentação: folhas de eucaliptos

Longevidade: 20 anos

Tamanho: 85 cm e 12 kg

Distribuição geográfica: habitam o leste e sudeste australiano. Foram introduzidos também em algumas ilhas a leste da Austrália.

Status de conservação: ameaçado (vulnerável).  As principais ameaças são a destruição e a fragmentação de seu habitat, queimadas, doenças. Com a perda de habitat e a maior proximidade com os seres humanos, os coalas tornaram-se vulneráveis à predação por cachorros e a acidentes com veículos.

Cangurus (Macropus Rufus)

Os cangurus vermelhos que moram no aquário paulista vieram de um Zoológico no Texas. Esses bichos vivem em grupos de cerca de dez animais.

Distribuição geográfica: região central da Austrália

Status de conservação: pouco preocupante

Alimentação: em habitat natural se alimentam de folhas, incluindo gramíneas. No Aquário de São Paulo comem folhas, legumes e algumas frutas.

Longevidade: 22 anos

Tamanho: 1,60 m de altura e 90 kg

Vombates (Vombatus Ursinus)

O vombate que reside atualmente no Aquário de São Paulo veio de um Zoológico da Tasmânia e é chamado de King. Estes bichos são noturnos e passam até 16 horas por dia entocados. A maior parte deste tempo é gasto descansando para economizar água e energia. Eles costumam ser solitários, mas também podem ser encontrados compartilhando a mesma toca. Seu cocô cúbico já foi objeto de pesquisa.

Distribuição geográfica: sudeste da Austrália

Status de conservação: pouco preocupante

Alimentação: o animal se alimenta principalmente de folhas, mas também de arbustos, cascas, fungos e raízes. No Aquário de São Paulo, consomem principalmente folhas, legumes e cereais.

Longevidade: 30 anos

Tamanho: 1,10 m de altura e 36 kg

Equidna-de-bico-curto (Tachyglossus Aculeatus)

As equidnas Edna e Hud foram transferidas do Zoológico de Nova Guiné. O animal é um dos três mamíferos que botam ovos no mundo, juntamente com outra espécie de equidna e com o ornitorrinco. Eles são bichos solitários, escavadores e noturnos, e se relacionam muito com o ambiente por meio de odores.

Distribuição geográfica: é encontrada na Austrália, na Tasmânia e na Nova Guiné.

Status de conservação: pouco preocupante

Alimentação: em habitat natural se alimentam principalmente de formigas e cupins, mas também de invertebrados, como besouros, larvas de mariposa e minhocas. No Aquário de São Paulo recebem uma papinha especialmente produzida para elas.

Longevidade: 50 anos

Tamanho: 45 cm de altura e 7 kg

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação