conheça o projeto vinho na periferia, em natal
Cotidiano

Conheça o projeto Vinho na Periferia, em Natal (RN)

Ainda é comum pessoas pensarem que degustar um bom vinho é algo só para a elite e que acaba se afastando da chance de aprender mais sobre esta bebida que é consumida no mundo todo. Com isso, o sommelier Kenedy Barbosa Santos quer reverter este pensamento por meio do projeto Vinho na Periferia, em Natal, no Rio Grande do Norte.

Proposta do Vinho na Periferia

A ideia surgiu justamente para difundir a informação em locais que são considerados fora da rota do vinho.

Kenedy contou ao jornal Tribuna do Norte que:

“A ideia que se passa do vinho, na maioria das vezes, é de algo muito sofisticado, para poucos. Eu mesmo pensava assim no começo. Mas vi que a realidade poderia ser diferente”.

O profissional chegou a este universo por meio de um curso de garçom no Senac/Barreira Roxa, em 2008. O conteúdo abordava de forma básica a enologia e a harmonização enogastronômica. Foi o start para o início de sua especialização no ramo de vinhos.

Escuela Argentina de Sommeliers (EAS)

Mas foi em outro curso, ministrado na Escuela Argentina de Sommeliers (EAS), que Kenedy abriu mais sua mente para no futuro criar o projeto Vinho na Periferia. Durante as aulas, ele conferiu de perto enólogos degustando a famosa bebida dentro de uma caneca de madeira, sem glamour algum. Sobre isso, relatou:

“Aquilo me fez pensar que qualquer pessoa pode ter entender de vinho. Não só quem tem grana pra viajar e beber vinhos caros em taças de cristal”.

Projeto Vinho na Periferia

Com o conteúdo que absorveu colocou sua ideia em prática e passou a divulgar seu programa Vinho na Periferia por meio das mídias sociais. Kenedy se surpreendeu com o retorno positivo que teve. Ele pensou que haveria no máximo 20 inscritos no curso gratuito, mas 75 pessoas se pré-inscreveram.

No entanto, ele só conseguiu formar uma turma com 30 alunos. Ele ressalta que foi dada preferência àqueles que residem nas Rocas, bairro onde cresceu e mora até hoje. Quase todos os participantes são de lá.

Como funciona o programa Vinho na Periferia

O curso é formado por cinco módulos. O primeiro foi concluído em julho. Já o segundo foi realizado em 13 de agosto, no restaurante Temaki Lounge. Na ocasião, teoria e prática se fundiram, com a utilização de taças, garrafas e aprendizado sobre rótulos. O encontro contou com palestra de Marcelo Chianca, dono da Magazzino Vinhos & Cozinha, estabelecimento precursor na divulgação da cultura enóloga da cidade.

Os interessados no programa Vinho na Periferia vão desde pessoas que querem aprofundar seus conhecimentos sobre a bebida como àqueles que querem trabalhar na área. Ele também notou que esta primeira turma há uma predominância de alunos na faixa dos 30 anos e que estão desempregados e almejam algo para o futuro.

Parcerias

A ideia do Vinho na Periferia também abrange a aproximação entre participantes e parceiros, como adegas e restaurantes. Futuramente, Kenedy pretende levar o projeto a outros locais. O início em Rocas foi uma opção por ser a residência do sommelier. Mas afirma que quer ministrar o curso em lugares que não tenham o hábito do consumo de vinho. E que o curso também possa ser um meio de formação. Para ele:

“É difícil para alguém que está desempregado investir às cegas num curso do gênero. Quero que o projeto funcione como um incentivo para quem deseja encarar a profissão, e sinta que isso é possível também para ela”.

História do Kenedy

A história de Kenedy até se tornar um sommerlier já é uma trajetória que inspira outras pessoas quererem trilhar o mesmo caminho. Quando fez o curso de garçom do Senac, ainda trabalhava da meia-noite às 10h em uma lavanderia. Em seguida, trabalhou no restaurante do hotel Sehrs, onde começou a se aproximar dos vinhos. Mas foi no restaurante da grife do chef francês Eric Jacquin, em que foi promovido a maître da casa, e um dos mais jovens de Natal a conquistar este posto em tão pouco tempo. E após realizar o curso na Escuela Argentina, hoje, Kenedy é consultor e sommelier da Adega Perlage e do restaurante Temaki Lounge.

Ele também pretende que o projeto Vinho na Periferia passe a informação mais simplificada sobre este universo, sem palavras tão complicadas, além de desmistificar o fato de que um bom vinho sempre é o mais caro, quando isso não é verdade.

Participantes

Um dos alunos, o assessor executivo Rafael Lopes conta que soube do curso por um post no Instagram e que já conhecia o trabalho de Kenedy como sommelier. Portanto, ter acesso ao conteúdo gratuito e ministrado por alguém que entende desse universo, além de também residir nas Rocas, para o assessor é um privilégio.  

Lopes conclui:

“Tenho o desejo de abrir um negócio com vinhos futuramente. Por isso quero saber o que estou fazendo, ter um certo conhecimento sobre o assunto antes de poder dar esse passo. Acredito que esse curso pode ser uma excelente introdução a isso”.

Fonte: jornal Tribuna do Norte

*Foto: Divulgação

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