fernando de noronha revê capacidade de turistas na ilha
Turismo

Fernando de Noronha revê capacidade de turistas na ilha

Iniciativa é em função de impasse ambiental e também ligado à permissão de quantidade de cruzeiros na ilha de Fernando de Noronha

O Ministério do Turismo e do Meio Ambiente estão em um impasse quanto às questões ambientais e de capacidade de receber turistas e liberar a chegada de grandes embarcações, em Fernando de Noronha (PE).

Estudo de capacidade de ocupação de Fernando de Noronha

A análise será refeita pela administração do local em parceria com o governo de Pernambuco. Um processo de licitação já foi aberto para definir qual empresa será a responsável pela pesquisa.

Em entrevista ao G1, o administrador de Noronha afirma que assim será possível identificar se os limites do turismo atuais, que são baseados em informações de 15 anos atrás, ainda estão de acordo com a realidade ou se é necessário ampliar ou reduzir as regras de capacidade.

Além disso, o estudo também será útil para determinar a probabilidade de receber mais cruzeiros, assunto que tem sido bastante abordado, internamente, pelos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo.

Embarcações barradas

Hoje, o número máximo de visitantes que podem chegar à ilha de Fernando de Noronha por via aérea é de 246 por dia. Já a chegada de cruzeiros não possui um limite diário. Porém, somente três embarcações foram autorizadas desde o ano passado.

Contudo, a administração da ilha não divulgou quantas pessoas estavam a bordo em cada um dos navios. No entanto, disseram que eram embarcações internacionais com poucos passageiros.

Um navio tentou parar em Fernando de Noronha em março deste ano, conforme anúncio da administração, mas seu acesso foi begado, em virtude do alto número de visitantes previsto para transportar, que dizia respeito de 340 a 600 passageiros.

E é justamente este indicativo que está sendo discutido nos ministérios, que abrange a capacidade de carga.

Sobre isso, Guilherme Rocha, administrador de Fernando de Noronha, explica:

“Se aumentamos a chegada de turistas pelo mar, vamos ter que diminuir por terra e pelo ar porque o limite ambiental não está em jogo. Noronha precisa se manter sustentável. Aumentar o número de cruzeiros é aceitável desde que sejam seguidas da forma mais estrita as regras ambientais”.

Ele acrescenta que esses cruzeiros necessitam pousar em um ponto que seja afastado da costa e que ainda contem com uma embarcação de transporte até o porto da ilha, local onde os visitantes passarão por um controle migratório, além de realizar o pagamento de tarifas.

Desafios na ilha de Fernando de Noronha

O motivo da discussão nos ministérios é sobre o impasse ambiental que Fernando de Noronha enfrenta atualmente. O debate reflete diretamente na entrada de pessoas e autorização de navios. A capacidade atual, que já é restrita, coloca em cheque a infraestrutura e preservação da ilha. Apesar da limitação e pagamento de taxas, só no ano passado o local recebeu mais de 100 mil visitantes, considerado um recorde.

No entanto, segundo o plano de manejo, que é um documento indispensável em unidades de conservação e que ainda determina regras de utilização da ilha, prevê 89 mil turistas por ano, em média.

Sem prazo para encerramento

A análise encomendada ainda não tem prazo de conclusão e será levado em conta fatores de infraestrutura, como tratamento de esgoto, energia elétrica e água.

E é justamente o abastecimento de água que tem apresentado problemas, como o ocorrido em julho deste ano. Na época, moradores de todos os bairros relataram a falta de fornecimento, que chegou a passar mais de 10 dias, em função de vazamentos em vários pontos da rede de distribuição.

O tratamento de esgoto é outra questão urgente, pois somente 50% das casas de Fernando de Noronha possuem coleta de esgoto. Além de a água vir através do dessalinizador da ilha ou da chuva. Portanto, o racionamento é realizado quando necessário.  

Voos noturnos

De acordo com Gilson Neto, presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embartur), em afirmação no mês de julho, sobre a análise do governo federal liberar voos noturnos comerciais em Fernando de Noronha, ele disse:

“Está em estudo essa liberação e, em 120 dias, teremos resposta. O assunto foi pauta de nossas reuniões e, com certeza, teremos uma boa notícia para todos os operadores turísticos de Noronha”.

O atual governo reclamou sobre as altas taxas cobradas para adentrar a ilha, no valor de R$ 106 para brasileiros e de R$ 212 para estrangeiros.

Porém, naquela época, o Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), que monitora o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, não autorizou a liberação para voos noturnos. O motivo foi que a iluminação noturna prejudica as aves, além da ilha já ter ultrapassado a capacidade do número de turistas.

ICMBio

Uma licença ambiental foi emitida pelo instituto para realização da obra que visa autorizar pouso e decolagem de aeronaves à noite em Noronha. Porém, isso vale apenas para voos noturnos de emergência.

No dia 22 de agosto, a Justiça do DF suspendeu a decisão que consentia a transferência do oceanógrafo José Martins da Silva Júnior para o Sertão de Pernambuco. O ambientalista é contra a suspensão e ainda tem questionado o ICMBio sobre o aumento do turismo em Fernando de Noronha, além de também não concordar com a aprovação de grandes novos empreendimentos turísticos no local na unidade de conservação.

Fonte: G1

*Foto: Divulgação / Fábio Tito – G1

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