Haverá chance de recuperação no mercado imobiliário pós-pandemia?

A crise econômica que se instalou no Brasil com a chegada da pandemia do novo coronavírus atingiu todos os setores de algum modo. Porém, entre os ramos de atividade mais prejudicados está o mercado imobiliário. Ainda é cedo para especular sobre uma recuperação do setor, mas há empresas que podem enxergar este período como uma grande oportunidade.

Recuperação no mercado imobiliário

A crise também decorre da paralisação das obras, de empreendimentos que seriam o sonho de muitos brasileiros, e que tiveram de ser interrompidos de uma hora para outra.

O país conta hoje com pelo menos 500 grandes empresas que em algum momento terão de passar por um processo de renegociação, afirma, Ricardo K., CEO sócio da RK Partners. Entre elas, o setor imobiliário foi bastante castigado, junto ao mercado de companhias aéreas, de entretenimento e cadeias de restaurantes.

No caso do mercado imobiliário, algumas empresas que tomaram decisões mais assertivas entre 2019 e começo de 2020, foi possível observar, de acordo com uma matéria do site Migalhas (maio/2020), que muitas incorporadoras e fundos se capitalizaram ao longo deste período. A consequência boa desta atitude foi que geraram uma saúde financeira melhor e um caixa capaz de suportar a crise atual.

São os casos das seguintes companhias: EZTec, Trisul, Moura Dubeux, Mitrae, BR Properties, Fundo Imobiliário Vinci Logística (VILG11) e Fundo Imobiliário BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11).

A mesma matéria aponta que os impactos causados no mercado imobiliário brasileiro, que vinha de uma próspera retomada no ano passado e início deste ano, fez o setor entrar em queda. No entanto, dependendo do plano de contingência e estratégia adotada por alguns players é provável que gere uma boa oportunidade a elas no período pós-pandemia.

Taxa Selic

Junto à capitalização, estratégia e plano de contingência vêm a queda da taxa básica de juros (Selic), em seu patamar mais baixo da história recente, a 3%. Tudo isso se transforma em um cenário promissor para o setor de imóveis. Também há uma sinalização do Comitê de Política Monetária (COPOM) para novos cortes na Selic, o que deve ajudar a estimular o mercado depois da retomada gradual das atividades.

Além disso, existe a segurança jurídica do setor, energizada com a chamada Lei do Distrato, que impulsiona ainda mais o mercado.

Portanto, as companhias imobiliárias que possuírem um plano estratégico alinhado ao de contingência a fim de suportarem esta crise provocada pela Covid-19 e, no período pós-pandemia, usarem da melhor forma a alocação de capital poderão ter um grande potencial para seguir a performar bem no setor, assim como foi cogitado e destacado em 2019 para o ano de 2020.

Comitês de gerenciamento de crise

De modo rápido, neste período de isolamento social, o mercado imobiliário criou comitês de crise. Cada empresa trouxe inovações digitais aos segmentos de construção residencial e comercial. Além disso, o setor também espera uma redução de gastos e ainda repensar o formato das instalações das companhias e comunicação com o cliente final, por exemplo.

Pensar que o mercado imobiliário pode ter uma oportunidade em suas mãos, se as empresas se planejarem bem para este momento de crise, ainda podem ser somadas às inovações trazidas ou as menos difundidas durante este período. Muitos países já estudam e adotam medidas para a retomada das atividades econômicas, com as devidas precauções e preocupações, além de aguardar o retorno gradual de receita do setor já no segundo semestre de 2020.

Portanto, o momento é de planejar bem como se dará esta retomada lá na frente e aproveitar os juros baixos e os melhores players deverão inovar e se adaptar ao período pós-pandemia.

 Fonte: Site Migalhas

*Foto: Divulgação