Hypera adquire registros do Buscopan e Buscofem por R$ 1,3 bi

Atualmente, Buscopan lidera segmento de antiespasmódico no país, que não necessita de receita médica

A empresa de medicamentos Hypera divulgou nesta quarta-feira (18) a aquisição das marcas mais populares de remédios, até então pertencentes à companhia europeia Boehringer Ingelheim. Trata-se do Buscopan e Buscofem. A negociação que ainda inclui outros ativos foi acordada em R$ 1,3 bilhão.

Sobre o contrato, o grupo farmacêutico disse em nota que:

“O contrato estabelece os termos para o fechamento e implementação da aquisição dos ativos, entre elas, a aprovação da autoridade antitruste e outras condições relevantes.”

Buscopan – líder no segmento de antiespasmódico

Hoje, o Buscopan é “a marca líder no segmento de antiespasmódico no Brasil, e a família Buscopan e Buscofem a segunda maior franquia no mercado de OTC no Brasil”, segundo informações da Hypera, que é maior empresa brasileira do mercado farmacêutico. Ela afirma que o medicamento está no topo do ranking daqueles que não necessitam de receita médica.

Estratégia

A Hypera revela que a compra das marcas Buscopan e Buscofem faz parte da estratégia da companhia, que nos últimos anos focou sua atenção no segmento farmacêutico. Prova disso, foi que em 2018, quando passava por dificuldades, a gigante de medicamentos contratou a assessoria do advogado Vitor Hallack, que esteve por dez anos à frente do conselho do grupo Camargo Corrêa. Com isso, a intenção da empresa é fortalecer suas operações no setor de remédios sem a necessidade de receituário médico.

Conselho de administração

A notícia da compra das marcas da Boehringer Ingelheim chega algumas semanas após de o conselho de administração da Hypera Pharma ter autorizado a emissão de R$ 800 milhões em debêntures de 6 anos.

No fim de outubro, o presidente do grupo farmacêutico, Breno de Oliveira, foi questionado sobre aquisições ocasionais. À época, ele apenas disse que a Hypera estava focada em se desenvolver de modo orgânico. No entanto, ressaltou que a condição de alavancagem da companhia era bastante cômoda.

Fontes: Folha de S. Paulo e G1

*Foto: Divulgação