Jogos nacionais também atraem público no BGS 2019

Edição deste ano do BGS dá pequeno espaço aos jogos nacionais, mesmo que espremidos entre os gigantes Nintendo, PS4 e Xbox

O evento Brasil Game Show (BGS) 2019 contou com a presença do criador de “Dark Souls” e ainda com a desenvolvedora de “Fortnite” e teve como protagonistas as grandes companhias. Por conta disso, houve grande concentração de pessoas na “avenida indie” do festival de games.

Longas filas em meio ao forte calor de São Paulo também marcaram o evento, que aconteceu no Expo Center Norte, entre os dias 9  e 13 de outubro. Mas tudo isso valia a pena para as pessoas que se propuseram a testar jogos inéditos ou recém-lançados pelas maiores fabricantes de games do mundo. O evento ainda promoveu ações de merchandising.

BGS 2019 – participantes

Entre as empresas presentes no BGS deste ano estavam: Nintendo, PlayStation e Xbox, além do Facebook e Youtube. Sem contar ainda a presença da Epic Games, desenvolvedora de Fortnite, e outros varejistas do setor.

Entre os convidados de destaque estavam: Hidetaka Miyazaki, criado de “Dark Souls”, e do trio de atores que protagonizam o game “GTA V”, Steven Ogg, Shawn Fonteno e Ned Luke. Só para tirar fotos com eles, foi cobrado o valor de R$ 200 no estande deste jogo.

Segundo estimativas dos organizadores, cerca de 320 mil pessoas passaram pelo local nos cinco dias de evento, ultrapassando o número da edição passada.

Games independentes

Ao fundo do pavilhão, na esquina da rua G com a avenida 7, era possível conferir os expositores de games independentes. Este espaço abrigou 34 estúdios brasileiros que demonstraram suas criações. Os temas iam do tiroteio à psicodelia. Já as empresas dedicadas aos jogos mais indies não foram tão procuradas na BGS 2019.

Sobre isso, o fundador da BGS, Marcelo Tavares, afirmou à Folha de São Paulo, “poderia sim ser maior”, no entanto cabe aos estúdios o dever de preencher tal espaço.

Porém para o CEO da Behold Studios, de Brasília, Saulo Camarotti, a impressão foi bem diferente e ele afirmou:

“A gente tá num canto aqui, nesse lugar que não servia para nada e aí botaram a gente aqui. Eu acho caro o que a gente pagou”.

O estúdio que possui dez anos de atuação no mercado, era um dos mais potentes a ocupar esta área do pavilhão, desembolsando o valor de R$ 3.500 por um espaço de 4 m².

 Já para o fundador da BGS, este preço é justo, pois visa cobrir os gastos com energia elétrica e alvará de funcionamento do estande.

Camarotti finaliza dizendo:

“Eu venho porque eu quero que o brasileiro saiba que tem produção nacional”.

Outras impressões

Uma impressão melhor teve Pedro Bastos, da Massive Work, estúdio de Natal. Seu jogo “Dolmen” bebeu na fonte de “Dark Souls”. Para Bastos:

“A intérprete dele veio diretamente me pedir pra conversar com ele”.

A maior parte dos expositores indie é composta por jovens, em que alguns ainda são universitários ou desenvolvedores em começo de carreira. Geralmente, eles conciliam um trabalho em horário comercial com o desenvolvimento de seus próprios games nas horas vagas, custeados por meios próprios. Estes estúdios costumam ser registrados como MEI (Microempreendedor Individual) e estão no mercado há pouco tempo.

Patrocinadores da BGS

Tavares afirma que houve maior procura dos patrocinadores pela BGS 2019, considerada além do esperado. Os investimentos para a viabilização desta edição foram três vezes mais que a do ano passado. Com isso, de acordo com o CEO do evento, a feira de game brasileira está entre as três maiores do mundo. Pois, este festival é voltado aos consumidores finais.

Fonte: Folha de S. Paulo

*Foto: Divulgação / Celso Tavares – G1