Maranhão declara Toada de Humberto de Maracanã patrimônio imaterial

Toada de Humberto de Maracanã recebeu título após lei ser aprovada por unanimidade pelo Plenário da Assembleia Legislativa

Na segunda-feira (25), foi aprovada a Lei 11.562/2021, que declara patrimônio imaterial do Estado a toada “Maranhão, meu tesouro, meu torrão”, de Humberto de Maracanã. A canção é símbolo do São João maranhense. A sanção foi feita pelo governador Flávio Dino (PSB).

Toada de Humberto de Maracanã

A lei foi aprovada por unanimidade pelo Plenário da Casa, originária do Projeto de Lei 390/2021. O autor é o suplente de deputado Luís Henrique Lula (PT), quando estava no exercício do mandato. Sendo assim, ele explica que a toada de Humberto de Maracanã reflete a identidade de um povo. Além de representar tudo o que deve “ser preservado, tombado, registrado, revitalizado, ou seja, o que não deve ser esquecido”. Ele ainda reforça que é dever “sempre mantê-lo em movimento, vivo e presente”.

Como funciona

Além disso, o patrimônio imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história. Com isso, é gerado um sentimento de identidade e continuidade.

Legado da Toada de Humberto de Maracanã

Além disso, o parlamentar destacou também que a toada “Maranhão, meu tesouro, meu torrão” carrega a história e o legado do povo que deu identidade à cultura maranhense, por meio do apelo à tradição e à cultura ancestral.

Ele também reforçou que todo maranhense costuma aprender os versos da toada já na primeira infância. E que ela está “intimamente ligada às nossas histórias e à nossa memória afetiva e festiva”.

Ponto de vista conceitual

O deputado diz ainda que a transformação da Toada em patrimônio cultural imaterial é crível e pertinente. Isso do ponto de vista conceitual. E finalizou:

“Quando em contato com a evolução histórica das nossas raízes, da preservação da identidade dos povos tradicionais ligados à divindade do Maranhão, torna-se parte de seu patrimônio cultural.”

*Foto: Divulgação/Diana Gandra