Mercado imobiliário no DF registra 70,8% na arrecadação de ITBI

Informações sobre o mercado imobiliário no DF são referentes ao mês de outubro, em comparação ao mesmo período do ano passado

O mercado imobiliário no Distrito Federal foi muito bem durante o mês de outubro. Apesar da pandemia, o setor registrou uma alta, elevando a economia do setor. Segundo o Sindicato da Habitação do DF (Secovi/DF), a arrecadação do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) aumentou 70,8%, em comparação ao mesmo período de 2019. Já o tributo é pago pelos compradores, em caso de obtenção de um imóvel.

Contudo, a emissão de registros de compra e venda de imóveis também subiu neste mesmo período: 19,5% em relação a 2019, de acordo com a Associação dos Notários e Registradores. Além disso, os dados indicam que 3.698 imóveis foram comprados ou vendidos no DF em outubro.

Mercado imobiliário no DF

Segundo o Secovi/DF, a cidade de Águas Claras é a região administrativa que registrou maior rentabilidade, de 0.82% para lojas, 0,78% para salas comerciais e 0,51% para quitinetes e apartamentos de um quarto.

Todavia, também merecem destaque os municípios de Taguatinga, Brasília e Guará. Nestes locais, os ganhos ficaram entre 0,69% e 0,47%. Portanto, esta análise aponta o quanto, por meio do aluguel, o proprietário pode obter em relação à quantidade de recursos da propriedade.

Recuperação do mercado

Durante os três primeiros trimestres de 2020, o setor imobiliário já tinha superado o desempenho de 2019 e foi considerado o mais favorável para a área desde a crise econômica iniciada em 2014.

Porém, vale lembrar que no auge da pandemia, no mês de maio, havia o risco de ausência de demanda em muitos setores, o que incluía o imobiliário, como afirmou na ocasião o consultor Ricardo K., CEO da RK Partners.

Hoje, o valor geral de vendas (VGV) concentrado neste período foi de R$ 1,5 bilhão, em 2020. Além disso, o mesmo já tinha saído registrado durante todo o ano de 2019.

Além disso, o índice de velocidade de venda (IVV) foi de 11,1% no mês de julho. Ou seja, maior que o recorde da série histórica, iniciada em 2015. Mesmo com a queda e apreensão sofridos no começo da pandemia de Covid-19, os dados revelam que houve uma recuperação, conforme avaliação do próprio setor.

*Foto: Divulgação/Antonio Cunha/CB/D.A Press