Professores de BH recusam proposta e mantêm greve

Professores não aceitaram condições de acordo da PBH e nova assembleia será realizada hoje (11) para determinar próximos passos da paralisação

Ao menos até hoje (11), os professores da rede municipal de Belo Horizonte (MG) vão manter a greve. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), a prefeitura apresentou uma proposta. Porém, a categoria recusou os termos oferecidos pelo Executivo municipal. Com isso, a paralisação persiste desde o final do mês passado.

O sindicato afirma que a proposta do órgão não incluiria os níveis 1 e 2 da carreira de ainda adicionaria dois novos parâmetros (25 e 26) ao final de hierarquia salarial dos professores. Sendo assim, os trabalhadores que estão nesses dois primeiros graus seriam, imediatamente, elevados até o terceiro.

Professores – remunerações

Com isso, quem fosse para o terceiro nível, receberia de acordo com a escala apresentada pelo Sind-Rede/BH o valor de R$ 1.701,63, referente ao profissional da educação infantil e do ensino fundamental. Caso a proposta fosse aceita, os níveis 25 e 26 renderiam R$ 4,9 mil e R$ 5,2 mil, respectivamente.

Além disso, a prefeitura ainda propôs a exclusão do artigo 41 do Projeto de Lei 906/2019, apresentado pelo próprio Executivo à Câmara de BH, em fase de tramitação. Este artigo é visto pelo sindicato como prejudicial ao plano de carreira dos professores.

Mesmo assim, em assembleia ocorrida na Praça da Estação, no Centro de BH, a categoria decidiu não acatar a proposta e, consequentemente, manter a greve.

Críticas

Uma das críticas da categoria diz respeito à exigência do Executivo municipal dos professores se comprometerem a não fazer novas paralisações em 2020, o que o sindicato entende como uma imposição “escandalosa”.

Segundo o Sind-rede/BH, o fato de as Comissões de Orçamento e de Administração Pública da Câmara de BH já terem aprovado a proposta da prefeitura, sem dialogar com os servidores, também foi enxergada de forma negativa.

Uma nova assembleia foi marcada para hoje na intenção de analisar os rumos da paralisação. O encontro vai acontecer novamente na Praça da Estação.

Histórico da greve dos professores de BH

Em Belo Horizonte, o impasse da categoria com a prefeitura diz respeito pagamento do piso salarial nacional e da manutenção da carreira dos professores que, de acordo com o Sind-Rede/BH, pode ser nociva em função da PL 906/2019.

Em contrapartida, a prefeitura sustenta o fato de pagar além do piso salarial e que teve quebra de acordo do Sind-Rede/BH. Segundo consta em documentos de 2019, apresentados pelo Executivo municipal, o sindicato se comprometeu a não fazer greves em 2020, quando a PBH concedeu reajuste de quase 7% à categoria, escalonado em duas vezes.

Porém, para os professores, não teve quebra de acordo, visto que os projetos de lei criticados pela categoria não tramitavam no ano passado.

Para a prefeitura, a greve é “ilegal” e decidiu levar a questão à Justiça, que acatou a liminar e suspendeu a paralisação na quarta-feira.

Do outro lado, o sindicato recomendou que os professores não voltassem para a sala de aula, sujeito ao pagamento de multa de R$ 1 mil por dia, em função da desobediência da decisão judicial.

Fonte: jornal Estado de Minas

*Foto: Divulgação / Sind-Rede/BH