Saiba mais sobre a história do Museu da Casa Brasileira

A princípio, o Museu da Casa Brasileira foi inaugurado em 1970, como Museu do Mobiliário Artístico e Histórico Brasileiro

Quem reside na cidade de São Paulo já deve ter frequentado alguma exposição ou simplesmente conhecer o acervo do Museu da Casa Brasileira. No artigo de hoje, vamos contar um pouco sobre a história deste importante espaço de cultura da capital paulista.

Museu da Casa Brasileira – criação

O Museu da Casa Brasileira (MCB) foi inaugurado em 1970, a princípio, como Museu do Mobiliário Artístico e Histórico Brasileiro. Dois anos mais tarde, se firmou em sua sede definitiva, situada à Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2.075, endereço de seu famoso Solar neoclássico, que foi construído entre os anos de 1942 e 1945. O local serviu para abrigar o então ex-prefeito de São Paulo (1934-1938) Fábio da Silva Prado e sua esposa Renata Crespi Prado.

Em relação ao projeto arquitetônico, desenhado por Wladimir Alves de Souza, suas linhas remetem ao Palácio Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Além disso, sua construção faz parte da ampliação urbana da primeira metade do século 20 em São Paulo, época em que a elite paulistana deixou o centro da cidade para morar nos arredores do Rio Pinheiros.

O casal Prado ocupou o Museu da Casa Brasileira por 18 anos e a transformou em centro de grandes recepções oficiais. Com a morte de Fábio, que não possuía herdeiros, Renata Crespi deixou a residência. Em 1968, ela doou o imóvel à Fundação Padre Anchieta, que por sua vez cedeu o prédio em comodato à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Museu hoje

Atualmente, o Museu da Casa Brasileira é voltado às questões da morada brasileira por meio da arquitetura e do design. Há anos se tornou referência nacional e internacional no setor por promover programas como o Prêmio Design MCB, concurso criado em 1986, com o intuito de estimular a produção brasileira no segmento, e também fundou o projeto Casas do Brasil, que visa o resgate e preservação da memória sobre a diversidade de morar do brasileiro.

O MCB conta com uma programação que prioriza exposições temporárias, além de uma agenda focada em debates, palestras e publicações que contextualizam a vocação do museu em relação à arquitetura e o design. Com isso, a instituição colabora na formação de um pensamento crítico em vários temas, entre os quais: habitação, economia criativa, urbanismo, mobilidade urbana e sustentabilidade.

Mostras de longa duração mo Museu da Casa Brasileira

O Museu da Casa Brasileira também dedica seu espaço a suas exposições de longa duração: a “Coleção MCB”, que traz parte do acervo da instituição, formado por móveis e objetos que representam a casa brasileira desde o século 17 até os dias atuais, e “A Casa e a Cidade – Coleção Crespi Prado”, que trata a utilização residencial do imóvel que hoje abriga o museu através do cotidiano e da história de seus moradores originais: o casal Renata Crespi e Fábio Prado, que protagonizou transformações históricas, culturais e urbanísticas, na capital paulista.

Extensão educacional

Além disso, o Museu da Casa Brasileira também investe em atividades de extensão educacional, voltadas a públicos especiais e no desenvolvimento de técnicas e material de suporte tanto para visitas monitoradas quanto para audiência espontânea.

Por fim, o museu conta com o projeto Música no MCB, com apresentações musicais gratuitas nas manhãs de domingo, durante os meses de março a dezembro.

Fonte: Site História das Artes

*Foto: Reprodução / Facebook